Resumo do ano
Evolução de 2022 a 2026
Valores . Clique numa barra para escolher o ano.
Onde ele está em Minas
Comparar
Total recebido por habitante, . Compare com a média de Minas, com municípios do mesmo tamanho ou com outra cidade.
Detalhamento por transferência
Cada linha é um tipo de repasse, . A coluna destacada é o ano escolhido; a última, a variação em relação ao ano anterior, sempre com o mesmo número de meses.
Ranking
Maiores valores por habitante
Menores valores por habitante
Clique num nome para abrir o município. Valor alto por habitante costuma refletir população pequena (o FPM tem piso) ou royalties de mineração e energia, não necessariamente mais dinheiro livre.
Entenda cada repasse
FPM – Fundo de Participação dos Municípios
Parte do Imposto de Renda e do IPI arrecadados pela União, dividida entre os municípios por faixa de população. É a principal fonte de muitas prefeituras pequenas. Chega três vezes por mês (decêndios) e tem adicionais de 1% em julho, setembro e dezembro. Pelo menos 15% vão para a saúde e 25% para a educação, e 20% são retidos para formar o Fundeb.
Fundeb – educação básica
Fundo estadual que reúne parte de impostos (ICMS, IPVA, FPM, FPE e outros) e redistribui conforme o número de alunos matriculados, com complementação da União (VAAT, VAAR). Só pode ser usado em educação básica, e pelo menos 70% vão para a remuneração dos profissionais.
Royalties e compensações financeiras
Pagamentos pela exploração de recursos naturais no território: mineração (CFEM), hidrelétricas (CFH), petróleo e gás (ANP e FEP) e Itaipu. Variam muito com preço de minério, energia e produção, e há regras sobre onde podem ser gastos.
Outras: ITR, CIDE e Lei Kandir
Cota do Imposto Territorial Rural, parte da CIDE sobre combustíveis (destinada a transporte) e a compensação da Lei Kandir (LC 176/2020), além do IOF-Ouro.
O que este painel não mostra
Só aparecem as transferências constitucionais da União. Ficam de fora a cota-parte do ICMS e do IPVA paga pelo Estado (aparece só a parte que passa pelo Fundeb), os repasses do SUS e do FNDE, convênios, emendas e a arrecadação própria (IPTU, ISS, ITBI). Receber mais não significa ter dinheiro livre: boa parte é vinculada a saúde e educação.
Por que comparar janeiro a outubro?
Os dados de 2026 vão até outubro. Comparar dez meses de 2026 com doze meses de 2025 faria parecer que o município perdeu receita. Por isso o painel abre em “Jan–out de cada ano”: todos os anos aparecem com os mesmos meses, de janeiro a outubro, e as variações comparam sempre períodos iguais. Em “Ano completo” você vê o total de cada ano fechado (2022 a 2025) e 2026 até outubro; nesse modo, a variação de 2026 é calculada contra janeiro a outubro de 2025. Janeiro a outubro de 2022 a 2025 = total anual consolidado menos novembro e dezembro publicados pelo Tesouro.
“Valor recebido” e “Corrigido pela inflação”
“Valor recebido” é o que entrou na conta da prefeitura naquele ano, igual ao extrato bancário e à contabilidade. É o padrão do painel. “Corrigido pela inflação” corrige cada mês pela inflação (IPCA do IBGE) até setembro de 2026, para comparar anos diferentes com o mesmo poder de compra. De dezembro de 2021 a setembro de 2026, a inflação acumulada foi de 25,7%.
Método e fontes
Transferências: Tesouro Nacional, consulta anual consolidada das transferências constitucionais aos municípios de MG (2022 a outubro de 2026), conferida com os arquivos mensais do Tesouro Transparente. A partir de 2025 o Tesouro separa a rubrica “FPM 1%”; aqui ela é somada ao FPM para manter a série comparável. Inflação: IPCA, IBGE/SIDRA tabela 1737; cada grupo é deflacionado pelo seu perfil mensal de repasses. População: Censo 2022 e estimativas do IBGE para 2024, 2025 e 2026 (2023 pela média entre 2022 e 2024). Comparações sempre com o mesmo número de meses (janeiro a outubro, ou ano completo contra ano completo). Regime de caixa, sujeito a revisão do Tesouro. Encontrou um erro? Avise.
Análise completa: O repasse cresceu. Por que o caixa da prefeitura ainda exige atenção?